9 de março de 2011

ARTE NA MESOPOTAMIA: ASSÍRIA

Postado por célia ferrer às 21:23:00
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A história da arte primitiva assíria data do século XVIII ao XIV a.C., mas é pouco conhecida. A arte do período assírio médio ou mesoassírio (1350 a.C. a 1000 a.C.) mostra sua dependência das tradições estilísticas babilônicas.
Os temas religiosos são apresentados de uma forma solene e as cenas profanas, de maneira mais naturalista.


Arquitetura

O zigurate foi a principal forma de arquitetura religiosa assíria e o uso de tijolos vitrificados policromáticos, muito comum nessa fase.
A arte assíria genuína teve sua época fulgurante no período neoassírio ou período assírio tardio (1000-612 a.C.). Com Assurbanipal II, que converteu a cidade de Nimrud (antiga Calah da Bíblia) em capital militar.





Vista dos muros de Nínive - Assíria


Dentro de seus muros, encontravam-se a cidadela e as principais construções reais, como o palácio do noroeste, decorado com esculturas em relevo.
Sargon II, que reinou entre 722 e 705 a.C., criou uma cidade de planta nova, Dur Sharrukin (atual Jorsabad), que estava rodeada por uma muralha com sete portas, três delas decoradas com relevos e tijolos vitrificados.
No interior, erguia-se o palácio de Sargon, um grande templo, as residências e os templos menores. Seu filho e sucessor, Senaqueribe, que reinou entre os anos de 705 e 681 a.C., mudou a capital para Nínive, onde construiu seu próprio palácio, o qual denominou “palácio sem rival”.



palacio de Senaqueribe


Escultura

Os assírios adornaram seus palácios com magníficos relevos esculturais.
A arte dos entalhadores de selos do último período assírio é uma combinação de realismo e mitologia. Mesmo nas cenas naturalistas, aparecem símbolos dos deuses.
Datam desse período, em Nimrud e em Jorsabad, fabulosas esculturas de marfim. Na primeira, foram encontradas milhares de pequenas figuras de elefantes, que manifestam uma grande variedade de estilos.


Pazuzu, demônio assírio da febre, estatueta de bronze do século VII a.C. Dessas figuras assírio babilônicas provêm as representações judaico-cristãs do diabo.


Eles esculpiam nas paredes dos palácios reais a história da constituição do seu Império, construído através de inúmeras guerras. Os relevos mostram os saques realizados nas cidades dominadas, as filas de deportados e cenas de soldados inimigos decapitados.


Detalhe de relevo assírio que mostra prisioneiros de guerra sendo transportados como escravos.



Ficheiro:Human headed winged bull profile.jpg
Baixo-relevo originalmente colocado à entrada do palácio Dur Sharrukin.

Os escribas assírios acompanhavam os exércitos nas expedições e anotavam como a batalha se passava. No retorno, os artistas se baseavam nos escritos e produziam os relevos, que eram supervisionados e orientados pelo rei e seus secretários.
“As paredes internas dos palácios eram de alabrastro, uma pedra macia e clara, o que facilitava a confecção da iconografia. As cores utilizadas nas obras originavam-se de pigmentos naturais e de minerais da Mesopotâmia”, complementa a pesquisadora Kátia Pozzer.
Apenas fragmentos das pinturas foram preservados, mas uma considerável quantidade de esculturas sobrevive. Os assírios foram um povo guerreiro e na arte se dedicaram a glorificar seus reis e exércitos; o tipo de trabalho mais característico era uma seqüência de painéis de pedra esculpidos com baixos-relevosrepresentando cenas militares ou de caça. Este tipo de relevo narrativo, disposto em torno de salões governamentais ou pátios, é uma invenção assíria e constitui sua maior contribuição para o mundo da arte.
Os reis assírios inovaram na representação de suas imagens quando passaram a associar símbolos religiosos e devoção aos deuses nos relevos e na estatutária deste período.
Fica evidente a relação entre guerra e religião: “toda conquista tinha uma justificativa religiosa. Os assírios assimilavam a guerra a uma luta contra as forças do mal.
Para eles, o rei assírio era instrumento da justiça divina, sendo sempre bom e justo, enquanto o inimigo era mentiroso, mau e impuro”.


As esculturas de alívio descrevem as infinitas batalhas dos exércitos assírios; para o rei inevitavelmente, é mostrado triunfante em cima de todo o mundo que tinha ousado opor-se ao império poderoso.
Às vezes o rei é retratado num acentuando ritual de poderes religiosos dele, ou então ele aceita o tributo trazido pelas muitas pessoas do império.
O rei poderia ser mostrado também como um caçador hábil que poderia despachar animais selvagens perigosos como leões e touros tão facilmente quanto ele pudesse conquistar os inimigos dele.


Detalhe de relevo assírio que mostra uma caçada.


A outra forma específica de escultura assíria era o Lamassu, um colossal animal alado, com cabeça humana, utilizado aos pares para flanquear a entrada de palácios.

A civilização assíria sucumbiu quando sua capital, Nínive, foi capturada pelos babilônios e medas em 612 a.C.


Relevo do palácio de Assurbanipal mostrando uma leoa ferida.


Baixo-relevo assírio representa a caça ao leão.


Os reis assírios construíram inúmeros palácios de madeira e tijolos sobre alicerces de pedra, decorados com relevos, estátuas metálicas, pinturas e esmaltes coloridos na parede. Pátios, salas, escadarias, corredores e jardins grandiosos e cheios de entrançamentos. Nos prédios haviam abóbadas, cúpulas e portas arqueadas ladeadas por grandes colunas.
A arte em menor escala também foi grandiosa em sua qualidade, leões e touros alados nos portões dos palácios.
Porém as esculturas em relevo no interior das paredes são consideradas as melhores criações artísticas desse povo. A representação humana não era tão articulada quanto a da natureza e dos animais, entre eles gazelas, leões, asnos, cavalos, cães e aves são o que bastam para colocar os assírios entre os maiores artistas do mundo.

Prisioneiros Israelitas tocando lira seguidos por um soldado Assírio.



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