19 de outubro de 2009

MODERNISMO

Postado por célia ferrer às 21:42:00
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...E OS ARTISTAS SE REBELARAM




Tendência vanguardista que rompe com padrões rígidos e caminha para uma criação mais livre, surgida internacionalmente nas artes plásticas e na literatura a partir do final do século XIX e início do século XX. É uma reação às escolas artísticas do passado. Como resultado desenvolvem-se novos movimentos, entre eles o expressionismo, o cubismo, o dadá, o surrealismo e o futurismo.



No Brasil, o termo identifica o movimento desencadeado pela Semana de Arte Moderna de 1922. Em 13, 15 e 17 de fevereiro daquele ano, conferências, recitais de música, declamações de poesia e exposição de quadros, realizados no Teatro Municipal de São Paulo, apresentam ao público as novas tendências das artes do país. Seus idealizadores rejeitam a arte do século XIX e as influências estrangeiras do passado. Defendem a assimilação das tendências estéticas internacionais para mesclá-las com a cultura nacional, originando uma arte vinculada à realidade brasileira.

A partir da Semana de 22 surgem vários grupos e movimentos, radicalizando ou opondo-se a seus princípios básicos. O escritor Oswald de Andrade e a artista plástica Tarsila do Amaral lançam em 1925 o Manifesto da Poesia Pau-Brasil, que enfatiza a necessidade de criar uma arte baseada nas características do povo brasileiro, com absorção crítica da modernidade européia.



Em 1928 levam ao extremo essas idéias com o Manifesto Antropofágico, que propõe "devorar" influências estrangeiras para impor o caráter brasileiro à arte e à literatura. Por outro caminho, mais conservador, segue o grupo da Anta, liderado pelo escritor Menotti del Picchia (1892-1988) e pelo poeta Cassiano Ricardo (1895-1974). Em um movimento chamado de verde-amarelismo, fecham-se às vanguardas européias e aderem a idéias políticas que prenunciam o integralismo, versão brasileira do fascismo.
O principal veículo das idéias modernistas é a revista Klaxon, lançada em maio de1922.



Artes plásticas



Uma das primeiras exposições de arte moderna no Brasil é realizada em 1913 pelo pintor de origem lituana Lasar Segall. Suas telas chocam, mas as reações são amenizadas pelo fato de o artista ser estrangeiro.

Em 1917, Anita Malfatti realiza a que é considerada de fato a primeira mostra de arte moderna brasileira. Apresenta telas influenciadas pelo cubismo, expressionismo, fauvismo e futurismo que causam escândalo, entre elas A Mulher de Cabelos Verdes.


MULHER DE CABELO VERDE

Apesar de não ter exposto na Semana de 22, Tarsila do Amaral torna-se fundamental para o movimento. Sua pintura é baseada em cores puras e formas definidas. Frutas e plantas tropicais são estilizadas geometricamente, numa certa relação com o cubismo. Um exemplo é Mamoeiro. A partir dos anos 30, Tarsila interessa-se também pelo proletariado e pelas questões sociais, que pinta com cores mais escuras e tristes, como em Os Operários.


O MAMOEIRO




OS OPERÁRIOS

Di Cavalcanti retrata a população brasileira, sobretudo as classes sociais menos favorecidas. Mescla influências realistas, cubistas e futuristas, como em Cinco Moças de Guaratinguetá.



CINCO MOÇAS DE GUARATINGUETÁ

Outro artista modernista dedicado a representar o homem do povo é Candido Portinari, que recebe influência do expressionismo. Entre os muitos exemplos estão as telas Café e Os Retirantes.


CAFÉ



OS RETIRANTES


Distantes da preocupação com a realidade brasileira, mas muito identificados com a arte moderna e inspirados pelo dadá, estão os pintores Ismael Nery e Flávio de Carvalho (1899-1973). Na pintura merecem destaque ainda Regina Graz (1897-1973), John Graz (1891-1980), Cícero Dias (1908-) e Vicente do Rego Monteiro (1899-1970). O principal escultor modernista é Vitor Brecheret. Suas obras são geometrizadas, têm formas sintéticas e poucos detalhes. Seu trabalho mais conhecido é o Monumento às Bandeiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Outros dois escultores importantes são Celso Antônio de Menezes (1896-) e Bruno Giorgi (1905-1993).


Na gravura, o modernismo brasileiro possui dois expoentes. Um deles é Osvaldo Goeldi (1895-1961). Identificado com o expressionismo, cria obras em que retrata a alienação e a solidão do homem moderno. Lívio Abramo (1903-1992) desenvolve também um trabalho com carga expressionista, porém engajado socialmente.
A partir do final dos anos 20 e início da década de 30 começam a se aproximar do modernismo artistas mais preocupados com o aspecto plástico da pintura. Utilizam cores menos gritantes e composição mais equilibrada. Entre eles destacam-se Alberto Guignard (1896-1962), Alfredo Volpi, depois ligado à abstração, e Francisco Rebolo (1903-1980).
O modernismo enfraquece a partir dos anos 40, quando a abstração chega com mais força ao país.

Seu final acontece nos anos 50 com a criação das bienais, que promovem a internacionalização da arte do país.



Literatura


MACUNAÍMA

Uma das principais inovações modernistas é a abordagem de temas do cotidiano, com ênfase na realidade brasileira e nos problemas sociais. O tom é combativo. O texto liberta-se da linguagem culta e passa a ser mais coloquial, com admissão de gírias. Nem sempre as orações seguem uma seqüência lógica e o humor costuma estar presente. Objetividade e concisão são características marcantes.

Na poesia, os versos tornam-se livres, e deixa de ser obrigatório o uso de rimas ricas e métricas perfeitas.
Os autores mais importantes são Oswald de Andrade e Mário de Andrade, os principais teóricos do movimento. Destacam-se ainda Menotti del Picchia e Graça Aranha (1868-1931). Em sua obra, Oswald de Andrade várias vezes mescla poesia e prosa, como em Serafim Ponte Grande.



Na poesia, Pau-Brasil é um
de seus principais livros. A primeira obra modernista de Mário de Andrade é o livro de poemas Paulicéia Desvairada. Sua obra-prima é o romance Macunaíma, o Herói sem Nenhum Caráter, que usa fragmentos de mitos de diferentes culturas para compor uma imagem de unidade nacional.

Embora muito ligada ao simbolismo, a poesia de Manuel Bandeira também exibe traços modernistas. Um exemplo é o livro Libertinagem.
O modernismo vive uma segunda fase a partir de 1930, quando é lançado Alguma Poesia, de Carlos Drummond de Andrade. Os temas sociais ganham destaque e o regionalismo amplia sua temática. Paisagens e personagens típicos são usados para abordar assuntos de interesse universal.

Entre os que exploram o romance social voltado para o Nordeste estão Rachel de Queiroz, de O Quinze, Graciliano Ramos, de Vidas Secas, Jorge Amado, de Capitães da Areia, José Américo de Almeida, de A Bagaceira, e José Lins do Rego (1901-1957), de Menino de Engenho. Surgem ainda nessa época os romances de introspecção psicológica urbanos, como Caminhos Cruzados, de Érico Veríssimo.

Numa linha mais intimista estão poetas como Cecília Meireles, autora de Vaga Música, Vinicius de Moraes, de Poemas, Sonetos e Baladas, Augusto Frederico Schmidt (1906-1965), de Desaparição da Amada, e Henriqueta Lisboa (1904-1985), de A Face Lívida.

A terceira fase do modernismo tem início em 1945. Os poetas retomam alguns aspectos do parnasianismo, como Lêdo Ivo, de Acontecimento do Soneto. João Cabral de Melo Neto, de Morte e Vida Severina, destaca-se pela inventividade verbal e pelo engajamento político.

Na prosa, os principais nomes são Guimarães Rosa, autor de Grande Sertão: Veredas, e Clarice Lispector, de Perto do Coração Selvagem.



Música


HEITOR VILLA LOBOS

O modernismo dá prosseguimento às mudanças iniciadas com o impressionismo e o expressionismo, rompendo ainda mais com o sistema tonal (música estruturada a partir da eleição de uma das 12 notas da escala como a principal). Os movimentos musicais modernistas são o dodecafonismo, o neoclassicismo e as escolas nacionais (que exploram o folclore de cada país), predominantes internacionalmente de 1910 a 1950.
Heitor Villa-Lobos é o principal compositor no Brasil e consolida a linguagem musical nacionalista. Para dar às criações um caráter brasileiro, busca inspiração no folclore e incorpora elementos das melodias populares e indígenas.





O canto de pássaros brasileiros aparece em Bachianas nº 4 e nº 7. Em O Trenzinho Caipira, Villa-Lobos reproduz a sonoridade de uma maria-fumaça, e em Choros nº 8 busca imitar o som de pessoas numa rua. Nos anos 30 e 40, sua estética serve de modelo para compositores como Francisco Mignone (1897-1986), Lorenzo Fernandez (1897-1948), Radamés Gnattali (1906-1988) e Camargo Guarnieri (1907-1993).



Teatro


O modernismo influencia tardiamente a produção teatral. Só em 1927 começam as inovações nos palcos brasileiros.

Naquele ano, o Teatro de Brinquedo, grupo experimental liderado pelo dramaturgo e poeta Álvaro Moreyra (1888-1965), monta Adão, Eva e Outros Membros da Família. A peça, em linguagem coloquial e influenciada pelo marxismo, põe pela primeira vez em cena dois marginais: um mendigo e um ladrão.
Ainda na década de 20 são fundadas as primeiras companhias de teatro no país, em torno de atores como Leopoldo Fróes (1882-1932), Procópio Ferreira (1898-1979), Dulcina de Moraes (1908-1996) e Jaime Costa (1897-1967). Defendem uma dicção brasileira para os atores, até então submetidos ao sotaque e à forma de falar de Portugal. Também inovam ao incluir textos estrangeiros com maior ousadia psicológica e visão mais complexa do ser humano.


A peça O Rei da Vela (1937), de Oswald de Andrade, é considerada o primeiro texto modernista para teatro. Nas experiências inovadoras anteriores, apenas a encenação tinha ares modernistas ao incluir a pintura abstrata nos cenários e afastá-los do realismo e do simbolismo. Mas o texto de Oswald de Andrade trata com enfoque marxista a sociedade decadente, com a linguagem e o humor típicos do modernismo. A peça O Bailado do Deus Morto, de Flávio de Carvalho, é uma das primeiras montagens modernistas, encenada pela primeira vez em 15 de novembro de 1933, em São Paulo. Mescla teatro, dança, música e pintura. É o primeiro espetáculo com texto livre, improvisado, cenário impactante, linguagem popular e uso de palavrão, sem preocupação com a seqüência lógica de acontecimentos.


Dança


Em 1916, Sergei Pavlovich Diaguilev, diretor da companhia de balé Ballets Russes, iniciou o projeto de um novo espetáculo: Parade. Pediu o argumento a Jean Cocteau, a música ao compositor Erick Satie e a coreografia a Léonide Massine. Também convidou o artista Pablo Picasso a ingressar no projeto, encomendando-lhe o cenário, os figurinos e um pano de boca, uma espécie de cortina que abre o espetáculo.

Reprodução
Pablo Picasso. Pano de boca de cena para o balé Parade, 1917. 1050 x 1640 cm

O balé idealizado por Cocteau tem como tema uma festa popular parisiense, um espectáculo com palhaços e acrobatas: um circo chega à cidade e, para atrair o público, os artistas se apresentam, fazem demonstrações dos seus respectivos números. Mas um sentimento de discordância entre a vida do circo e a da cidade perpassa todo o balé.

Seguindo a estética modernista, a música e a coreografia romperam com a tradição do balé clássico europeu. Observe o figurino a seguir:

Reprodução
Pablo Picasso. Figurino para o balé Parade, 1917

Você pode imaginar os movimentos que um dançarino conseguiria executar usando esse traje? Sem dúvida, bem diferente dos tradicionais saltos e rodopios dos bailarinos clássicos.

O balé Parade estreou em 18 de maio de 1917, espetáculo que o poeta Apollinaire qualificou como sur-réaliste (expressão que daria origem ao termo "surrealista". Tratava-se de um gênero de dança inédito, que associava naturalismo e cubismo, narrando toda a complexidade de olhar que o artista dirige ao mundo.

Parade inaugurou uma série de balés em que Picasso colaborou até 1924, entre eles Pulcinella (1920) e Mercure (1924), obra que consagrou seu trabalho cênico.
Pela primeira vez foi empregado na dança o termo Surrealismo, devido à grande criatividade nas indumentárias e nos cenários criados por Picasso, apesar dele não ser um artista surrealista.



Atividade



Observe a imagem acima e responda:

A cena parece ocorrer nun lugar quente e seco - o sertão nordestino, no caso.
Qual pode ser o motivo da predominância das cores frias e esmaecidas na composição?

Muitos urubus compõem a cena. Qual o significado dessa ave para você?

O ombro e o tronco desse personagem aparecem sem vestimenta e, também, sem pele. O mesmo acontece com as pernas da mulher que está à sua frente e a criança em seu colo.
As pernas do menino à direita aparecem quase como se fossem um raio X.

Por que será que o artista os representou dessa maneira?

Olhe bem para a expressão dos olhares dos personagens. Que sensação provocam em você?

Todos os personagens do quadro estão olhando para a frente, para o expectador. Somente as duas mulheres olham para fora do quadro, como se estivessem mostrando o caminho que o grupo vai seguir.
O que será que o autor quis revelar com isso?

Das cinco crianças retratadas,esta é a única que parece amorfa, sem contornos definidos, sem expressão.

Com que intenção o artista pintou o fundo quase infinito, sem nenhum elemento?

Por que será que um osso quebrado foi colocado na terra?

O que pode significar a deformação expressiva dos corpos dos personagens nessa pintura?

Quais os motivos que podem ter levado o artista a representar suas mãos e seus pés assim tão desproporcionais ao restante do corpo?







16 de outubro de 2009

FUNÇÕES DA ARTE

Postado por célia ferrer às 10:50:00
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ESTÉTICA E CRÍTICA




Você já parou para pensar porque se transforma barro em objetos, pinta-se um pedaço de tecido com tintas extraídas da natureza ou ainda requebra-se o corpo?

Andando pelas ruas de sua cidade, você passa por uma praça e vê uma escultura, em um edifício vê um mural de azulejos ou de pintura, em uma igreja vê um mosaico ou um vitral colorido. Se você é observador, sensível, com certeza gosta de ficar olhando para tudo isso.

Essas formas, diferentemente dos objetos utilitários que se usa no dia-a-dia, têm função de encantar, de provocar a reflexão e admiração, de proporcionar prazer e emoção. Essas sensações são despertadas por um conjunto de elementos: a imaginação do artista, a composição, a cor, a textura, a forma, a harmonia e a qualidade da idéia.

Observamos então, que, a Arte tem diversas funções na vida do homem.

Uma das funções tem como finalidade possibilitar os processos de percepção, sensibilidade, cognição, expressão e criação fazendo que o homem se desenvolva em todos os aspectos, ela é uma função individual trabalhando com o próprio eu.

Como função social podemos perceber a arte como uma linguagem que ultrapassa a função da comunicação simples e pura, pois transmite idéias, os sentimentos e as informações que transformam as idéias, os sentimentos e as informações já existentes influenciando culturalmente o meio fazendo assim uma interação homem e sociedade.

Existe também a função ambiental cuja alfabetização estética, leva o homem a observar o meio que o cerca, reconhecendo a organização de suas formas, luzes e cores, suas harmonias e desequilíbrios, a sua estrutura natural, bem como a construída. O homem transforma a natureza com o seu trabalho.

Arte é matéria transformada, concreta, ocupa lugar no espaço.

Assim as manifestações artísticas de uma sociedade numa determinada época é a maneira como os homens nela vivem e pensam. Na roupa, nos edifícios, na literatura, estão inscritos os valores da sociedade, seus hábitos e sua mentalidade. Sendo a arte a passagem direta de uma tendência nascida de uma raça, modificados pelo clima social e pelo momento histórico, a sua função é manifestar as qualidades étnicas e psíquicas dos povos e condensar os aspectos significativos das etapas da evolução da humanidade.

Em muitas sociedades, a arte é utilizada como forma de homenagear os deuses, ou seja, está ligada à religião. Observe como as igrejas, os templos e os túmulos são locais em que a arte se manifesta em todos os tempos. Indumentárias, objetos que são usados em rituais, instrumentos musicais, adereços, imagens, completam os cenários das cerimônias religiosas.

Em outras culturas e épocas, a arte surge, independentemente de religião, unicamente como forma de expressão para quem produz, e como oportunidade de experiência especial para quem aprecia. Qualquer que seja sua direção, a arte está em toda parte e é um elemento definidor da identidade de um povo, de um grupo social e de um indivíduo.






ATIVIDADE


Represente em linguagem visual a música abaixo:

“Lindo Balão Mágico”

Guilherme Arantes

Eu vivo sempre no mundo da lua

Porque sou um cientista o meu papo é futurista é lunático

Eu vivo sempre no mundo da lua

Tenho alma de artista sou um gênio sonhador e romântico

Eu vivo sempre no mundo da lua

Porque sou aventureiro e desde o meu primeiro passo no infinito

Eu vivo sempre no mundo da lua

Porque sou inteligente e se você quer vir com a gente venha que será um barato

Pegar carona nessa cauda de cometa, ver a via Láctea estrada tão bonita

Brincar de esconde,esconde numa nebulosa

Voltar pra casa nosso lindo balão azul.


Estética



Será que vale a pena mesmo iniciar essa discussão e retomar esse debate que tem ocupado filósofos e historiadores desde a Antiguidade?

Há algo de novo a dizer sobre isto? Nós acreditamos que sim, afinal vivemos numa época em que as questões de estética -da natureza e dos valores do belo- estão na ordem do dia. Habitamos um mundo que vem trocando sua paisagem natural por um cenário criado pelo homem, pelo qual circulam pessoas, produtos, informações e principalmente imagens. E, se temos que conviver diariamente com essa produção infinita, melhor será aprendermos a avaliar essa paisagem, sua função, sua forma e seu conteúdo, o que exige

o uso de nossa sensibilidade estética. Só assim poderemos deixar de ser observadores passivos para nos tornarmos espectadores críticos, participantes e exigentes.

Além disso, as atividades profissionais da atualidade exigem cada vez mais um certo conhecimento geral do mundo e uma sensibilidade aguçada para entendê-lo. O campo das Artes se abre e invade o espaço das mais diversas atividades.

Para se ter uma idéia da amplitute das novidades que as questões de arte enfrentam hoje, é preciso mencionar que as novas teorias psicológicas sobre a inteligência humana mostram que ela é muito mais complexa do que se pensava. Além da capacidade de raciocínio lógico que sempre caracterizou nossa inteligência, descobriu-se também que uma de nossas habilidades inteligentes pode ser medida pela sensibilidade em relação ás cores, aos sons e as imagens e pela capacidade de nos expressarmos por meio desses elementos.

Mesmo com certas limitações, o homem é o único ser na terra que tem capacidade estética e daí se infere que a apreciação da beleza é uma experiência somente humana. A natureza em si mesma não é nem feia nem bonita. Ela apenas existe. O homem quando contempla uma paisagem, uma planta, uma flor ou uma aurora admira sua organização, sua exatidão, as leis que a regem, de acordo com sua evolução intelectual e a elas, de certa maneira, se incorpora. Esta inserção é o que chamamos de estética.

O prazer que produz a contemplação das coisas naturais é a “emoção” estética. Podemos combinar ou reunir coisas naturais, criando uma obra artística, mas o belo nessa composição é fruto de nossa participação.

O que caracteriza a Estética não é simplesmente o estudo do Belo. Os filósofos antigos trataram do assunto, empregando a noção de Beleza. Mais próxima do sentimento do que da razão a visão interior constitui, para Addison (1672-1719), uma faculdade inata, específica, que é privilégio da espécie e que permite ao homem deleitar-se com o reconhecimento do belo.

Mas o que é então, o Belo?

É uma sensação de prazer ao olharmos um objeto, uma tela, ao ouvirmos uma música, ou uma cena teatral nos desperta esse tipo de emoção que podemos denominá-la de manifestação artística.

O prazer do belo depende também de nosso estado de espírito. Se estamos alegres, ficamos mais sensíveis ás obras de arte que nos transmitem alegria. Se, ao contrário, estamos tristes, nos emocionamos mais com as músicas ou imagens que parecem estar sintonizadas conosco, reproduzindo nosso humor ou nossas emoções.

A beleza não é um valor universal, o que é belo para você pode não ser para o outro, de outra idade, outra cultura, outro sexo ou outro temperamento. Aquilo que o emociona num determinado dia, pode não parecer tão belo alguns dias depois, quando você estiver com outro estado de espírito, ou tiver visto ou ouvido outras coisas.

A melhor maneira de se apreciar a arte, é estar atento para o prazer que ela dá e tentar perceber o que o causa e de onde vem esse prazer. Tornamo-nos então conscientes da beleza e daquilo com o que nos identificamos cultural e emocionalmente, isto é, tornamo-nos conscientes do nosso gosto.

A própria História da Arte, procurando definir os diversos movimentos estéticos , tem posto em evidência a variabilidade dos princípios estéticos e das tendências dos artistas de uma época para outra.

É preciso, portanto, que o público se deixe emocionar e aprenda a distinguir o que aprecia e por quê. Além disso, se compreendermos que cada um tem sua sensibilidade, não ficaremos escandalizados com as preferências do outro e aprenderemos a respeitar os gostos que são diferentes.



ATIVIDADE

Dê uma definição de Estética




Crítica de Arte



Em jornalismo, crítica é uma função de comentário sobre determinado tema, geralmente da esfera artística ou cultural, com o propósito de informar o leitor sob uma perspectiva não só descritiva, mas também de avaliação.

A crítica é feita pelo crítico, jornalista ou profissional especializado da área, que entra em contato com o produto a ser criticado e redige matérias ou artigos apresentando uma valoração do objeto analisado. Em geral, o crítico não pode apresentar uma avaliação puramente subjetiva, mas também deve apresentar descrição de aspectos objetivos que dêem sustentação a seus argumentos.

Críticos costumam encerrar suas matérias atribuindo notas ou conceitos (como estrelas, pontos ou bonequinhos) ao produto criticado.

Normalmente, empresas que produzem ou comercializam esses produtos oferecem-nos gratuitamente ao crítico e o convidam a escrever comentários e matérias sobre os mesmos. Não é raro, porém, que estas companhias tentem cooptar o crítico para obter avaliações positivas, às vezes ofertando presentes e outras barganhas ao jornalista, o que envolve uma questão ética por parte dos profissionais envolvidos.

O tipo mais comum de crítica é a Crítica Cultural, embora a rigor haja também críticas a todo tipo de produto ou serviço disponibilizado ao público. De acordo com sua credibilidade e com o grau de fervorosidade com que elogiam ou depreciam uma obra, críticos podem alavancar ou destruir carreiras de muitos profissionais.

Extraídas do “Citador!, uma pequena seleção de citações sobre Crítica de Arte.

Pensar antes de falar é o lema do crítico. Falar antes de pensar é o lema do criador
Fonte: “Two Cheers for Democracy”
Autor: Forster,Edward

Um crítico é alguém que conhece a Estrada mas não sabe conduzir
Autor:Tynan,Katherine

Os críticos freqüentemente são pessoas que teriam sido poetas, historiadores, biógrafos, etc., se tivessem podido: colocaram o seu talento à prova aqui e ali e não conseguiram. Sendo assim, tornaram-se críticos
Fonte: “Lectures on Shakespeare and Milton”
Autor: Coleridge, Samuel

Será mais fácil criticar a minha obra do que imitá-la
Fonte: “citado em Plínio, o Velho - História Natural”
Autor:Zéuxis

De todos os ressentimentos, creio que o maior seja aquele de um homem que saiba fazer a sua arte com perfeição e seja censurado e avaliado por quem não sabe absolutamente nada
Fonte: “ L’Osservatore Veneto
Autor: Gozzi, Gaspar


A crítica de arte foi se desenvolvendo enquanto os homens aprendiam a explorar e a utilizar a sua percepção estética, que esteve sempre relacionada de alguma maneira a julgamentos do tipo “gostei”, “não gostei”, “é belo”... Isso vale tanto para o julgamento subjetivo do público em geral como para a crítica profissional especializada.

Foi na Grécia, por volta do século III a.C., que surgiram os primeiros estudos sobre estética e arte, procurando orientar e educar artistas e público.

Era uma crítica de caráter filosófico, que buscava explicar a natureza do fazer artístico e ao mesmo tempo, estabelecer as regras da boa arte. A crítica de arte é importante por provocar uma convergência de gostos e critérios de apreciação artística, fazendo com que certos aspectos pessoais e subjetivos se tornem coletivos à medidas que passem a ser compartilhados.

Os comentários do outro sempre ajudam o desenvolvimento de nossa sensibilidade, chamando a atenção muitas vezes para elementos novos e diferentes, quer concordemos com eles ou não.

Cada crítico terá um julgamento particular de uma obra, é seu direito e dever de profissão, pois os critérios são diferentes, mas o verdadeiro crítico de arte saberá que a finalidade da arte é a beleza. Só ela agrada internacionalmente.

Lionello Venturi, estudioso de crítica de arte, afirma que “uma preferência é sempre o começo de uma crítica”. Essa preferência, essa atitude crítica, é justamente a expressão dos sentimentos que nos despertam a obra de arte, elemento indispensável da
fruição estética.




ATIVIDADE

Escolha duas obras de arte, uma que você goste muito e outra que você não goste. Analise-as e responda:
O que mais lhe chama a atenção em cada uma delas?
Por que?





ENTENDENDO A ARTE

Postado por célia ferrer às 00:00:00
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...E POR FALAR EM ARTE...




Ei, peraí!!
Tá, tudo bem!!
Estamos aqui... falamos em pré-história, arte nas cavernas, na África, dos índios... assistimos a vídeos e "coisa e tal"... Tudo muuuuuuuuuito bonito, né???
Mas, você já parou pra pensar no que vem a ser ARTE? Pra que serve? Que contribuições traz? Não????

Então, vejamos:


Para alguns, a arte concretiza-se na música que gostam de ouvir, tocar ou cantar; na dança que os faz felizes; na personagem com a qual se identificam, em uma peça de teatro; na pintura, na produção plástica que elaboram; na imagem na qual seus olhos passeiam e os leva a dialogar com o que estão vendo; na fruição, na apreciação das manifestações artísticas de que gostam.

Para outros, talvez signifique algo que não consigam expressar e talvez até não signifique nada. Poderíamos definir a palavra arte como “manifestação da atividade humana por meio da qual se expressa uma visão pessoal e desinteressada que interpreta o real ou o imaginário com recursos plásticos, lingüísticos ou sonoros”.

O mundo da Arte é concreto e vivo podendo ser observado, compreendido e apreciado. Através da experiência artística o ser humano desenvolve sua imaginação e criação aprendendo a conviver com seus semelhantes, respeitando as diferenças e sabendo modificar a sua realidade.

A arte dá e encontra forma e significado como instrumento de vida na busca do entendimento de quem somos, onde estamos e o que fazemos no mundo. O ser humano sempre procurou representar, por meio de imagens, a realidade em que vive( pessoas, animais, objetos e elementos da natureza), e os seres que imagina – divindades, por exemplo. As Artes Visuais, desenho, pintura, grafite, escultura, etc. – a literatura, a música, a dança e o teatro são formas de expressão que constituem a arte.

A arte é uma criação humana com valores estéticos (beleza, equilíbrio, harmonia, revolta) que sintetizam as suas emoções, sua história, seus sentimentos e a sua cultura. É um conjunto de procedimentos utilizados para realizar obras, e no qual aplicamos nossos conhecimentos. Apresenta-se sob variadas formas como: a plástica, a música, a escultura, o cinema, o teatro, a dança, a arquitetura etc. Pode ser vista ou percebida pelo homem de três maneiras: visualizadas, ouvidas ou mistas (audiovisuais). Atualmente alguns tipos de arte permitem que o apreciador participe da obra.








Pensando sobre Arte

Responda

-Você sabe o que é arte e para que ela serve? Fale sobre o tema!

-Você vive rodeado de imagens. Olhando uma imagem você já ficou na dúvida se ela era ou não uma obra de Arte? Qual era essa imagem?

-Você sabe diferenciar um cartaz de peça de teatro com uma pintura em tela como sendo Arte?

-Em sua casa, procure em revistas, recorte e faça uma colagem de imagens que você considera como sendo Arte.

Para podermos responder a muitas perguntas sobre o assunto devemos, antes de mais nada, saber que Arte é conhecimento.







As primeiras expressões artísticas

As mais antigas figuras feitas pelo ser humano foram desenhadas em paredes de rocha, sobretudo em cavernas. Esse tipo de arte é chamado de rupestre, do latim rupes, rocha. Já foram encontradas imagens rupestres em muitos locais, mas as mais estudadas são as das cavernas de Lascaux e Chauvet, França, de Altamira, Espanha, de Tassili, na região do Saara, África, e as do município de São Raimundo Nonato, no Piauí, Brasil. (ver arte rupestre)



Conhecendo mais sobre a Arte:

Dentre os possíveis e variados conceitos que a arte pode ter podemos sintetizá-los do seguinte modo – a arte é uma experiência humana de conhecimento estético que transmite e expressa idéias e emoções na forma de um objeto artístico (desenho, pintura, escultura, arquitetura, etc.)e que possui em si o seu próprio valor. Portanto, para apreciarmos a arte é necessário aprender sobre ela. Aprender a observar, a analisar, a refletir, a criticar e a emitir opiniões fundamentadas sobre gostos, estilos, materiais e modos diferentes de fazer arte.


Quem faz a arte?

O homem criou objetos para satisfazer as necessidades práticas, como as ferramentas para cavar a terra e os utensílios de cozinha. Outros objetos são criados por serem interessantes ou possuírem um caráter instrutivo. O homem cria a arte como meio de vida, para que o mundo saiba o que pensa, para divulgar as suas crenças (ou as de outros), para estimular e distrair a si mesmo e aos outros, para explorar novas formas de olhar e interpretar objetos e cenas.


Porque o mundo necessita de Arte?

Porque fazemos arte e para que a usamos é aquilo que chamamos de função da arte que pode ser feita para decorar o mundo, para espelhar o nosso mundo (naturalista), para ajudar no dia-a-dia (utilitária), para explicar e descrever a história, para ser usada na cura de doenças e para ajudar a explorar o mundo.


Como entendemos a Arte?

O que vemos quando admiramos uma arte depende de nossa experiência e conhecimentos, da nossa disposição no momento, imaginação e daquilo que o artista pretendeu mostrar.
Como conseguimos ver as transformações do mundo através da arte? Podemos verificar que tipo de arte foi feita, quando, onde e como, desta maneira estaremos dialogando com a obra de arte, e assim podemos entender as mudanças que o mundo teve.

Para existir a arte são precisos três elementos: o artista, o observador e a obra de arte. O primeiro elemento é o artista, aquele que cria a obra, partindo do seu conhecimento concreto, abstrato e individual transmitindo e expressando suas idéias, sentimentos, emoções em um objeto artístico (pintura, escultura, desenho etc) que simbolize esses conceitos. Para criar a obra o artista necessita conhecer e experimentar os materiais com que trabalha, quais as técnicas que melhor se encaixam à sua proposta de arte e como expor seu conhecimento de maneira formal no objeto artístico.

O outro elemento é o observador, que faz parte do público que tem o contato com a obra, partindo num caminho inverso ao do artista – observa a obra para chegar ao conhecimento de mundo que ela contém. Para isso o observador precisa de sensibilidade, disponibilidade para entendê-la e algum conhecimento de história e história da arte, assim poderá entender o contexto em que a obra foi produzida e fazer relação com o seu próprio contexto.


Por fim, a obra de arte ou o objeto artístico, faz parte de todo o processo, indo da criação do artista até o entendimento e apreciação do observador. A obra de arte guarda um fim em si mesma sem precisar de um complemento ou “tradução”, desde que isso não faça parte da proposta do artista.





O BELO E O FEIO – A QUESTÃO DO GOSTO



Os filósofos tentaram fundamentar a objetividade da arte e da beleza:
Para Platão, “a beleza é a única idéia que resplandece no mundo” Û por um lado reconhece o caráter sensível do belo, por outro, afirma a essencial ideal/objetiva = admite-se a existência do “belo em si” independentemente das obras individuais que “devem” se aproximar desse ideal universal.

Para o Classicismo, há dedução de regras para o fazer artístico a partir do belo ideal, fundando a estética normativa. É o objeto que passa a ter qualidades que o tornam mais ou menos agradáveis, independentemente do sujeito que as percebe.

Para os Empiristas, a beleza relativizava-se ao gosto de cada um Û aquilo que depende do gosto e da opinião pessoal não pode ser discutido racionalmente. O belo, portanto, não está mais no objeto, mas na condição de recepção do sujeito. Para Kant, “o belo é aquilo que agrada universalmente”, ainda que não possa justificá-lo intelectualmente. Para ele, o objeto belo é uma ocasião de prazer, cuja causa reside no sujeito.

O princípio do juízo estético é o sentimento do sujeito e não o conceito do objeto. Belo, portanto, é uma qualidade que atribuímos aos objetos para exprimir um certo estado da nossa subjetividade. Assim, não há uma idéia de belo nem pode haver regras para produzi-los.
·

Conhecimento subjetivo: é aquele que depende do ponto de vista pessoal, individual, não fundado no objeto, mas condicionado por sentimentos ou afirmações arbitrárias do sujeito.
· Conhecimento objetivo: é aquele fundado na observação imparcial, independente das preferências individuais.

Conhecimento resultante da descentralização do sujeito que conhece, pelo confronto com outros pontos de vista.
Para Hegel, se introduz o conceito de história, a beleza muda de face e de aspecto através dos tempos. E essa mudança depende mais da cultura e da visão de mundo vigente do que de uma exigência interna do belo. Na Visão Fenomenológica, considera-se o belo como uma qualidade de certos objetos singulares que nos são dados à percepção.

Beleza é a imanência total de um sentido ao sensível. O objeto é belo porque realiza o seu destino segundo o seu modo de ser, que carrega um significado que só pode ser percebido na experiência estética. Não existe mais a idéia de um único valor estético a partir do qual julgamos todas as obras. Cada objeto estabelece seu próprio tipo de beleza.




O FEIO – duas representações filosóficas:


A representação do “feio” ® No momento em que a arte rompe com a idéia de ser “cópia do real” e passa a ser considerada criação autônoma que tem por função revelar as possibilidades do real, ela passa a ser avaliada de acordo com a autenticidade da sua proposta e com sua capacidade de falar ao sentimento = arte como forma de pensamento. A forma de representação “feia” ® O problema do belo e do feio é o deslocamento do assunto para o modo de representação = só haverá obras feias na medida em forem malfeitas, que não corresponderem plenamente a sua proposta, nesse sentido o “feio” não poderá ser objeto da arte = não haverá obra de arte.



A QUESTÃO DO GOSTO


A subjetividade em relação ao objeto estético precisa estar mais interessada em conhecer, entregando-se às particularidades de cada objeto, do que em preferir. Nesse sentido, ter gosto é ter capacidade de julgamento sem preconceitos;
É a própria presença da arte que forma o gosto: torna-nos disponíveis, reprime as particularidades da subjetividade, converte o particular em universal. A obra de arte nos convida a um olhar puro, livre abertura para o objeto, e o conteúdo particular a se pôr a serviço da compreensão em lugar de ofuscá-la fazendo prevalecer as suas inclinações; A medida que o sujeito exerce a aptidão de se abrir, desenvolve a aptidão de compreender, de penetrar no mundo aberto pela obra. Gosto é a comunicação com a obra para além de todo saber e de toda a técnica. O poder de fazer justiça ao objeto estético é a via da universalidade do julgamento do gosto.





Atividade


Pesquisar em livros ou na internet imagens de obras de arte que para você representa o Belo e o Feio.


-O que você considera ser belo? Um rosto feminino ou masculino? Um corpo saudável? Um pôr-do-sol na praia? Uma roupa que está na moda?



15 de outubro de 2009

PINTAR O 7/ DESENHAR O 8

Postado por célia ferrer às 11:45:00
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PIGMENTO



Podemos extrair cores de várias partes das plantas: raiz, caule, folhas, flores e sementes. Sendo que as cores extraídas das raízes são escuras, as dos caules médias, e as cores das flores e folhas são luminosas mas difíceis de fixar.

São instáveis, mas obtemos lindas cores de flores e frutos. As pinturas feitas com tinta vegetais são frágeis e não podem ficar ao sol.

A liquidificadas devem ser descartadas após o uso ou guardada na geladeira por alguns dias. Já as tintas vegetais de infusão no álcool podem ser guardadas por tempo indeterminado.
Vamos lá?
Pegue um pouco de:

urucum em pó (colorau) + álcool

beterraba + álcool

cenoura + álcool

amora + água

folhas verdes + água

semente de urucum + água

Deixe descansar por alguns minutos e... pronto!!!! Sua tinta está no ponto para ser usada.

As tintas feitas com terra ou argila não perdem a cor, nem mesmo sob sol forte e não apresentam problemas de conservação.

Necessita de cuidado e paciência a extração do pigmento, apesar de ser um processo simples e fácil.

A extração por peneira consiste em peneirar a amostra coletada até obter um pó fino. Este pó é o pigmento.
Então vejamos:
Procure aí perto da sua casa, no jardim, na rua ou no quintal, um
puco de terra, barro ou argila de cores diferentes,

1 - separe toda sujeira.


2 - peneire na peneira de malha grossa.

3 - peneire novamente em outra peneira de malha mais fina.

4 - repita o processo em outra peneira mais fina.

5 - o pó obtido guarde em um vidro.

Seu pigmento esta pronto para virar tinta.

Agora é só misturar a uma base qualquer, que pode ser aquelas feitas de farinha de trigo e água, cola branca ou mesmo tinta pva latex branca.

Mãos à obra!!!!
Inspire-se na cultura dos povos indígenas e africanos e produza muitos trabalhos, tá??




Quando formos coletar materiais , não devemos esquecer de preservar a natureza, coletando material que já esteja caído no chão. Se for necessário colher plantas vivas, devemos tomar cuidado de não retirar muitas plantas do mesmo local, porque alteramos o meio-ambiente.

A natureza apresenta algumas plantas tóxicas como espirradeira e comigo-ninguém-pode, porém a tinta natural tem menos riscos que a artificial.





14 de outubro de 2009

NOSSO POVO, NOSSA ARTE, NOSSA GENTE

Postado por célia ferrer às 22:51:00
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BRINCAR DE ÍNDIO




A arte está presente em cada momento de vida dos povos indígenas no mundo todo. Em cada objeto, em cada ritual, em cada gesto, a arte surge, expressão de força e conexão com o mundo mítico e espiritual .




A beleza está presente como atributo divino. Não importa se a pintura trabalhosa e detalhada feita no fundo da panela vai ser queimada assim que ela for ao fogo.


A pintura não precisa permanecer para justificar sua beleza. Ela é, no presente, como expressão necessária. Dá sentido ao ato criativo de transformar o barro em cerâmica.



Cada povo tem sua habilidade e forma de materializar em objetos de arte as necessidades do dia a dia ou dos rituais. A arte plumária ainda é a mais conhecida e admirada por sua exuberância e riqueza.



Quase todos os grupos indígenas utilizam plumas em combinações as mais variadas para construir peças rituais de significados e usos diversos. O clã a que pertence o dono do adorno, sua ligação familiar, sua posição dentro da cerimônia, muitas são as informações contidas no arranjo das plumas. Muitos conceitos e mensagens podem ser decodificados por quem está dentro da tradição.



A cerâmica, a cestaria, os instrumentos musicais, os pequenos adornos, a arquitetura, os bancos zoomorfos esculpidos em madeira, toda a cultura material dos povos nativos está carregada de princípios e objetivos, de valores estéticos e sociais. O talento dos artistas está a serviço da manutenção da tradição do povo, da continuidade de sua identidade.





Como se sabe, os primeiros artistas deste país têm uma produção intensa, uma vez que neste universo a arte não se separa do fazer diário. Ela se constitui, se faz, se configura no dia-a-dia como parte das atividades cotidianas que nos aproximam e nos distanciam dos outros animais.


Há os que dizem que não é arte e sim artesanato por estar associada a objetos utilitários. Sem entrar no mérito das classificações e/ou denominações, o fato é que, seja nos adornos, na cestaria, na tecelagem, arte plumária, na madeira, sua arte enche os olhos.



A dança é um ritual que envolve a arte da pintura e de máscaras. Marca o ritual e é feita de passos fortes, bem marcados, e em circulo, pois o círculo não tem cima nem baixo, ou seja, todos "são iguais" na dança.

http://www.elianepotiguara.org.br/potiguaras.jpg

Cada dança tem um significado e uma intenção, tem dança da chuva, dança pra chamar os bons espíritos e levar os ruins da aldeia, dança dos macacos, dança de homenagem aos seus ancestrais, por exemplo.

http://www.elianepotiguara.org.br/new%20site%206.jpg

Essa é uma relação muito importante entre o corpo e o espírito. Dependendo da tribo, o ritual é feito de forma diferente e a dança também muda, em muitas delas, a dança serve como preparo físico começando com os primeiros raios do sol e se estendendo por muitas horas.
Por isso é difícil especificarmos com detalhes cada dança.


http://escafandro.blogtv.uol.com.br/img/Image/escafandro/2008/Outubro/pankararu2.jpg

A maioria das danças ainda é feita em volta da fogueira, principalmente a que é contra espíritos ruins. A dança também é comemorativa, em festas da tribo a comemoração é a dança e também é uma diversão para todos os indígenas.

A dança é uma forma muito forte de preservação da identidade cultural indígena, pois existem cantos, rítmos e segredos culturais que só são repassados aos índios em determinada idade, pelos mais velhos, quando ocorre os chamados "rituais de iniciação". Cada passo, cada gesto tem um significado que precisa ser repassado para ser preservado.


Vários pintores brasileiros retrataram índios e seu modo de viver, mas aquele que fez isso com maior realidade, num Brasil ainda bem "novinho", foi um holandês chamado Albert Eckhout, que veio para o Brasil a convite de Maurício de Nassau.

Então, vejamos...


Na última viagem que você fez, você tirou fotos? Filmou? Escreveu um diário? Mandou cartão postal? E quem estava com você, achou importante fotografar as mesmas paisagens que você?


Reprodução
Índia Tapuia, Albert Eckhout, 1641, óleo sobre tela

No Brasil colônia do século 17, sem máquina fotográfica, pintores europeus utilizaram sua criatividade para retratar um mundo que, para eles, era exótico, diferente.

Observe o quadro ao lado, que exemplifica este olhar europeu, e responda: o que a índia está fazendo? O que ela traz no cesto? Como está vestida?

Antropofagia

Na imagem podemos ter algumas idéias sobre como os europeus viam o Brasil e os povos que viviam aqui. A antropofagia (consumo de carne humana) se faz presente, de forma assustadora.

É como se para os índios fosse tão comum carregar frutas num cesto quanto partes de corpos humanos a serem comidos. Hoje, entretanto, sabe-se que a antropofagia não era assim tão corriqueira e, geralmente, fazia parte de rituais. Mesmo assim, era uma idéia assustadora para o colonizador.

A nudez dos índios

Assim como a antropofagia, a nudez era embaraçosa para os europeus. A maior parte dos grupos indígenas do território brasileiro, andavam nus - o que era um problema para o colonizador cristão europeu.

Daí o motivo de a genitália da índia ter sido representada coberta por uma folha, da mesma maneira que eram representados Adão e Eva - uma indicação de que, para os europeus, o novo mundo era o paraíso.

Brasil: século 17

A colônia passava por transformações. A principal fonte de riqueza era a cana-de-açúcar e Portugal estava sob o domínio espanhol.

Nessa época, aconteceu no Brasil a invasão holandesa no Nordeste: 1624 na Bahia e 1630, em Pernambuco. Os holandeses permaneceram por lá 24 anos.

Vieram também muitos pintores da Holanda com a tarefa de retratar a paisagem e o povo brasileiro. Verdadeiros "repórteres" do século 17, pintavam tudo o que viam: pessoas, paisagens, animais e moradias.

Dentre eles, destacam-se Frans Post e Albert Eckhout, que viveram no Brasil entre 1637 e 1644.

  • Frans Post (1612-1680)

    Reprodução
    Carro de bois, Frans Post, 1638, óleo sobre tela

    Descende de uma escola paisagista holandesa, segundo a qual as pinturas são ricas em detalhe e as imagens são retratadas desde uma perspectiva distante.

    Post deixou mais de 100 pinturas retratando a mata, a cidade e os engenhos.

  • Albert Eckhout (1610-1666)

    Reprodução
    Abacaxi, melancias e outras frutas, Albert Eckhout, s.d., óleo sobre tela
    Além de artista, era botânico. Daí sua predileção pela flora e a fauna brasileiras, além de retratar pessoas.

    Diferente de Post, Eckhout procurava desenhar figuras vistas de perto. Sua técnica para pintar naturezas-mortas era inovadora para o século 17.

    Algumas de suas obras foram transformadas em tapeçarias por artesãos da corte de Luís 14 (França).





  • Dança dos Tapuias - Albert Eckhout. Séc. XVII.


    Agora que você já conhece um pouquinho de como nosssos antepassados faziam arte (índios, africanos e homens pré-históricos), que tal experimentar fabricar a sua própria tinta, assim como eles faziam???
    Então vá direto pra Pintar o 7/ desenhar o 8 e
    divirta-se!!!!!

     

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