10 de maio de 2014

ARTE CONTEMPORÂNEA

Postado por célia ferrer às 20:03:00
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            DEU A LOUCA NO MUNDO

A arte contemporânea  é construída não mais necessariamente com o novo e o original, como ocorria no Modernismo e nos movimentos vanguardistas. Ela se caracteriza principalmente pela liberdade de atuação do artista, que não tem mais compromissos institucionais que o limitem, portanto pode exercer seu trabalho sem se preocupar em imprimir nas suas obras um determinado cunho religioso ou político.



Esta era da história da arte nasceu em meados do século XX e se estende até a atualidade, insinuando-se logo depois da Segunda Guerra Mundial. Este período traz consigo novos hábitos, diferentes concepções, a industrialização em massa, que imediatamente exerce profunda influência na pintura, nos movimentos literários, no universo ‘fashion’, na esfera cinematográfica, e nas demais vertentes artísticas. Esta tendência cultural com certeza emerge das vertiginosas transformações sociais ocorridas neste momento.

Altair de Pádua Siqueira

Os artistas passam a questionar a própria linguagem artística, a imagem em si, a qual subitamente dominou o dia-a-dia do mundo contemporâneo. Em uma atitude metalingüística, o criador se volta para a crítica de sua mesma obra e do material de que se vale para concebê-la, o arsenal imagético ao seu alcance.

Joana Vasconcelos

Nos anos 60 a matéria gerada pelos novos artistas revela um caráter espacial, em plena era da viagem do Homem ao espaço, ao mesmo tempo em que abusa do vinil. Nos 70 a arte se diversifica, vários conceitos coexistem, entre eles a Op Art, que opta por uma arte geométrica; a Pop Art, inspirada nos ídolos desta época, na natureza celebrativa desta década – um de seus principais nomes é o do imortal Andy Warhol; o Expressionismo Abstrato; a Arte Conceitual; o Minimalismo; a Body Art; a Internet Street e a Art Street, a arte que se desenvolve nas ruas, influenciada pelo grafit e pelo movimento hip-hop. 


É na esteira das intensas transformações vigentes neste período que a arte contemporânea se consolida.
Ela realiza um mix de vários estilos, diversas escolas e técnicas. Não há uma mera contraposição entre a arte figurativa e a abstrata, pois dentro de cada uma destas categorias há inúmeras variantes. Enquanto alguns quadros se revelam rigidamente figurativos, outros a muito custo expressam as características do corpo de um homem, como a Marilyn Monroe concebida por Willem de Kooning, em 1954. No seio das obras abstratas também se encontram diferentes concepções, dos traços ativos de Jackson Pollok à geometrização das criações de Mondrian. Outra vertente artística opta pelo caos, como a associação aleatória de jornais, selos e outros materiais na obra Imagem como um centro luminoso, produzida por Kurt Schwitters, em 1919.



Os artistas nunca tiveram tanta liberdade criadora, tão variados recursos materiais em suas mãos. As possibilidades e os caminhos são múltiplos, as inquietações mais profundas, o que permite à Arte Contemporânea ampliar seu espectro de atuação, pois ela não trabalha apenas com objetos concretos, mas principalmente com conceitos e atitudes. Refletir sobre a arte é muito mais importante que a própria arte em si, que agora já não é o objetivo final, mas sim um instrumento para que se possa meditar sobre os novos conteúdos impressos no cotidiano pelas velozes transformações vivenciadas no mundo atual.



Vinte anos depois da década de 60, pensava-se que o conceitualismo havia atingido o seu ápice, os artistas estavam cansados de tanto pensar: surgem então os anos 80. Ufa! É o retorno da pintura, a volta do artista que coloca a mão na massa e não só na encefálica. Tinta sobre madeira, tinta sobre telas gigantescas, tinta sobre tinta, quadros objeto, o expressionismo abstrato levado às últimas consequências. Naquela década também surgem as galerias que iriam fazer da pintura oitentista uma mina de ouro. É o mercado milionário da arte. Os artistas se rendem a ele, e muitos se entregam a fórmulas que deram certo passando a repetí-las. Jovens, em sua maioria, são descobertos e sua arte ganha o mundo. Basquiat, Haring. No Brasil, o grupo Casa 7. Lindo!
Hoje, ao olharmos para a arte feita há 20 anos atrás percebemos uma enxurrada de criatividade, ouso dizer, nunca vista antes na história da arte. Uma arte sem preconceitos, pois, diferente da arte moderna, a arte pós moderna se baseava na liberdade. Liberdade de buscar referências nos mais remotos e inimagináveis temas, ou, de misturá-los ao contexto do mundo vivido por aqueles artistas. Diversão artística.


"Gosto de ver algumas cenas do filme Pollock em que a mulher dele, uma crítica de arte, pede que ele defina sua pintura numa série de questões complexas impostas por ela. Pollock nunca as respondia, se voltava para os quadros e continuava a pintar. Infelizmente, temo perceber que atualmente a crítica de arte venceu o artista, todos deveriam ter feito como Pollock, mas não, hoje quem faz a arte é o crítico, aliás, o artista age e “cria” como o crítico. 


Mentes pensantes demais, bulas compridas para a explicação da “obra de arte”. Nossa, quantas aspas, a arte se transformou mesmo em pastiche de si mesma. Será que a arte contemporânea daqui há vinte anos se tranformará em nome de movimento, será que nos apoderamos do termo assim como os modernistas do moderno? Não sei, isso já é divagação demais, melhor parar por aqui e voltar a desenhar…" (Cris Alcântara)


Dois diálogos: um entre o “artista contemporâneo” e um crítico de arte, e o outro, entre o “simplesmente artista” e um crítico de arte. (por Cris Alcântara)
Diálogo 1
Crítico: - Acho que com esta sua obra você conseguiu abreviar de uma forma inusitada o que sentimos nos momentos de espera em uma sala de aeroporto!

Artista Contemporâneo: -Pois é, eu procurei nessa vídeo-instalação-performática-radioativa fazer com que o espaço da sala de espera de aeroporto levasse o receptor da arte a uma total reflexão, tá compreendido? Como se as sensações onipresentes dessa atmosfera atingissem de maneira até metafísica o espectador da minha obra...

Crítico: -Justamente, foi isso que eu percebi! Vou escrever um artigo falando sobre essa sua forma interdisciplinar de fazer com que tantos elementos, até mesmo elementares, figurassem de maneira tão...Tão...Tão...abstratizante!

Beatriz Milhazes

Diálogo 2
Crítico conversando com o “simplesmente artista” após ver um de seus desenhos (“Desenhos. Nossa! Que forma primitiva de se fazer arte!” diria o crítico).
Crítico: - Por favor, conceitue exatamente o que você quis dizer com a utilização de algumas referências tão antagônicas nesta sua arte feita com traços e riscos sobre o suporte papel.
Simplesmente artista: O que? Onde tem antagonismo nesse desenho? O senhor pode se explicar melhor?

Crítico: - Eu vejo um antagonismo entre a parte inferior do desenho e a superior. É como se os três homens de baixo estivessem de alguma forma pressionando para que os de cima desaparecessem, e isso tem até a ver com o mundo competitivo em que vivemos, não é?

Simplesmente artista: - Olha senhor, na verdade não é nada disso não. São apenas 3 dançarinos... Os de cima são os mesmos dos de baixo... Sinceramente, a referência veio dos musicais das décadas de 60, Gene kelley, Fred Astaire...

Crítico: - Claro, é disso que eu estava falando, dessa sincronia entre o contemporâneo e o arcaico...O clássico...Vejo isso de forma predominante nas cores, aliás, porque você utilizou o amarelo?

Simplesmente artista: - Mas moço, eu não utilizei o amarelo! 

Cris Alcântara


 http://obviousmag.org/archives
 http://www.infoescola.com
 http://www.wikipedia.org

9 de maio de 2014

ARTE EDUCAÇÃO

Postado por célia ferrer às 01:00:00
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                     ENSINANDO ARTE



Arte-educação ou ensino de Arte é a educação que oportuniza ao indivíduo o acesso à Arte como linguagem expressiva e forma de conhecimento.
A educação em arte, assim como a educação geral e plena do indivíduo, acontece na sociedade de duas formas:
  • assistematicamente através dos meios de comunicação de massa e das manifestações não institucionalizadas da cultura, como as relacionadas ao folclore (entendido como manifestação viva e em mutação, não limitado apenas à preservação de tradições);
  • e sistematicamente na escola ou em outras instituições de ensino.
A arte-educação tem um objetivo maior que a formação de profissionais dedicados a esta área de conhecimento, no âmbito da escola regular busca oferecer aos indivíduos condições para que compreenda o que ocorre no plano da expressão e no plano do significado ao interagir com as Artes, permitindo sua inserção social de maneira mais ampla. Os museus são uma ferramenta muito útil para a observação, de uma forma mais condensada e intensa, de diversas manifestações artísticas - sejam elas da contemporaneidade ou não.
Rever o potencial crítico da criação é um tema da maior importância.  Nesse processo, a arte-educação tem papel de destaque porque se estabelece como elo entre o sujeito criativo e o cidadão participativo, investindo na arte como forma de conhecimento e como exercício de criatividade.
Na verdade, o exercício da criatividade que a arte-educação contempla privilegia o experimentar e o aprendizado, mediados sempre pela ação racionalizadora e pelo entendimento. À criação artística e educacional é fundamentalmente um processo e tem um ponto único de partida e de chegada: o sujeito, o indivíduo que cria.
Portanto, uma experiência artístico-educativa prevê um grau aprofundado de introspecção, uma espécie de encontro consigo mesmo ou com o grupo: é a busca da individualidade e da intersubjetividade, que o cotidiano, de um modo geral, anula.
No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394/96) estabeleceu em seu artigo 26, parágrafo 2º que:
  • "O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos".
  • "A arte é um patrimônio cultural da humanidade, e todo ser humano tem direito ao acesso a esse saber"
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação, tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas.(PCN- Arte-1997)
1ª sala de arte - 1820

                  A IMPORTÂNCIA DA ARTE NA EDUCAÇÃO

A arte na educação foi considerada, em passado recente, como atividade de lazer e recreação na escola. Um bom exemplo que ilustra essa concepção merece ser lembrado. Em 1972, quando Ana Mae Tavares Bastos Barbosa, considerada a grande pioneira da arte-educação, solicitou à Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Ensino Superior) uma bolsa para a realização de seu mestrado no exterior e teve sua solicitação negada. A resposta foi negativa, pelo não reconhecimento da arte-educação como área de pesquisa.
Felizmente, os conceitos mudaram e hoje a pioneira é bolsista de produtividade em pesquisa, nível 1A, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As ideias e pensamentos de Ana Barbosa foram fundamentais para a conceituação e importância das artes na educação. Em 1991, ela dizia: "Como a matemática, a história e as ciências, a arte tem domínio, uma linguagem e uma história. Se constitui num campo de estudos específicos e não apenas em meia atividade. 

A arte-educação é epistemologia da arte e, portanto, é a investigação dos modos como se aprende arte na educação infantil, no ensino fundamental e médio e no ensino superior. Talvez seja necessário para vencer o preconceito sacrificarmos a própria expressão arte-educação que serviu para identificar uma posição e vanguarda do ensino da arte contra o oficialismo da educação artística dos anos 1970 e 1980. Eliminemos a designação arte-educação e passemos a falar diretamente de ensino da arte e aprendizagem da arte sem eufemismos, ensino que tem de ser conceitualmente revisto na escola fundamental, nas universidades, nas escolas profissionalizantes, nos museus, nos centros culturais e a ser previsto nos projetos de politécnica que se anunciam".

A arte é um importante trabalho educativo, pois procura, através das tendências individuais, amadurecer a formação do gosto, estimular a inteligência e contribuir para a formação da personalidade do indivíduo, sem ter como preocupação única e mais importante a formação de artistas. No seu trabalho criador, o indivíduo utiliza e aperfeiçoa processos que desenvolvem a percepção, a imaginação, a observação e o raciocínio. No processo de criação, ele pesquisa a própria emoção, liberta-se da tensão, ajusta-se, organiza pensamentos, sentimentos, sensações e forma hábitos de trabalho.


Sendo a escola o primeiro espaço formal onde se dá o desenvolvimento de cidadãos, nada melhor que por aí se dê o contato sistematizado com o universo artístico e suas diferentes linguagens: arte cênica, cinema, desenho, escultura, pintura, literatura, teatro, dança, música, etc. No entanto, a contemplação e a criatividade nas artes devem transcender o ambiente escolar. Além da expansão dos espaços culturais é importante que, em cada um deles, haja de forma permanente um espaço reservado para as crianças provido de material visual, ferramentas de interatividade, oficinas de pintura, artesanato, música, etc. A arte tem sido, tradicionalmente, uma parte importante nos programas da primeira infância.

Friedrich Froebel, o pai do jardim de infância, foi o primeiro educador a enfatizar o brinquedo e a atividade lúdica. Ele disseminou o conceito de que as crianças deveriam criar as próprias expressões artísticas e apreciar a arte criada por outros.

No Distrito Federal existe um campo fértil para experiências pedagógicas que poderiam estimular os benéficos estímulos das artes no desenvolvimento das crianças. A parceria virtuosa que está se estabelecendo entre a Secretaria da Criança do GDF (Governo do Distrito Federal) e o Instituto de Artes da Universidade de Brasília (IDA/UnB) certamente será um instrumento importante no desenvolvimento integral de nossas crianças, que perpassam também pelo seu desenvolvimento cultural. É preciso apreciar, entender e estimular a criativade das crianças, ilustrada pela célebre frase de Pablo Picasso: "Precisei de toda uma existência para aprender a desenhar como as crianças".
(Correio Braziliense, 25/06/2011)
(www.wikipedia.org)



5 de julho de 2011

MUSEUS

Postado por célia ferrer às 14:43:00
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MUSEUS MAIS VISITADOS EM 2010

Ir a museus é uma prática mais comum do que imaginamos.
 No mundo todo, pessoas recorrem aos museus como opção de turismo, mas na verdade
o museu não é só diversão, é também fonte de conhecimento e cultura.
Existem vários museus espalhados pelo mundo, inclusive aqui no Brasil.
Eles são mais comum nas cidades maiores, por isso se você mora numa dessas cidades, procure
saber quantos museus existem e vá visitá-los, você irá se divertir muito e vai aprender muito também.


A maioria dos museus não se limita a não cobrar pelas entradas, mas propõe várias iniciativas culturais. Visitas guiadas, leituras, concertos, ateliês para crianças e animações históricas são algumas das propostas de museus pelo mundo.
Se você não tem costume de visitar museus, que tal conhecê-los um pouquinho?
É só acessar este site
e você vai ficar sabendo quais os museus mais visitados em 2010, ok?

 

29 de maio de 2011

ARTE NEOCLÁSSICA NO BRASIL

Postado por célia ferrer às 00:47:00
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A MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA

Em 1816, durante a estada da família real portuguesa no Brasil, chega ao Rio de Janeiro um grupo de artistas franceses com a missão de ensinar artes plásticas na cidade que era, então, a capital do Reino unido de Portugal e Algarves. O grupo ficou conhecido como Missão artística francesa.

O convite teria para a vinda do grupo teria partido de Antonio Araújo Azevedo, Conde da Barca, ministro de dom João 6o.Preocupado com o desenvolvimento cultural da colônia que havia se transformado em capital, o rei trouxe para cá material para montar a primeira gráfica brasileira, onde foram impressos diversos livros e um jornal chamado "A Gazeta do Rio de Janeiro".

Já a missão tinha o objetivo de estabelecer o ensino oficial das artes plásticas no Brasil, e acabou influenciando o cenário artístico brasileiro, além de estabelecer um ensino acadêmico inexistente até então.

A missão foi organizada por Joaquim Lebreton e composta por um grupo de artistas plásticos. Dela faziam parte os pintores Jean-Baptiste Debret e Nicolas Antoine Taunay, os escultores Auguste Marie Taunay, Marc e Zéphirin Ferrez e o arquiteto Grandjean de Montigny. Esse grupo organizou, em agosto de 1816, a Escola Real das Ciências, Artes e Ofícios, transformada, em 1826, na Imperial Academia e Escola de Belas-Artes.

Os artistas da Missão Artística Francesa pintavam, desenhavam, esculpiam e construíam à moda européia, obedecendo ao estilo neoclássico.



Principais pintores da missão




  • Nicolas-Antonine Taunay: (1775-1830) pintor francês de grande destaque na corte de Napoleão Bonaparte e considerado um dos mais importantes da Missão Francesa. Durante os cinco anos em que esteve no Brasil, retratou várias paisagens do Rio de Janeiro.


  • largo da carioca

    Marquesa de Belas

    Moisés salvo das águas


  • Jean-Baptiste Debret: (1768-1848) foi chamado de "a alma da Missão Francesa". Era desenhista, aquarelista, pintor cenográfico, decorador, professor de pintura e organizador da primeira exposição de arte no Brasil (1829). Em 1818, trabalhou no projeto de ornamentação da cidade do Rio de Janeiro para os festejos da aclamação de dom João VI como rei de Portugal, Brasil e Algarves.




  • Em "Viagem Pitoresca ao Brasil", coleção composta de três volumes com um total de 150 ilustrações, Debret retrata e descreve a sociedade brasileira. Seus temas preferidos são a nobreza e as cenas do cotidiano brasileiro. Sua obra dá uma excelente idéia da sociedade brasileira do século 19.



  • Engenho

    CastIgo do Açoite

     
    Jantar no Brasil

    Negros de Carro


    Um Funcionário a Passeio com sua família






    28 de maio de 2011

    ARTE NEOCLÁSSICA

    Postado por célia ferrer às 23:54:00
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       ...DE VOLTA AO PASSADO    


    Neoclassicismo é um movimento artístico que se desenvolveu especialmente na arquitetura e nas artes decorativas. Floresceu na França e na Inglaterra, por volta de 1750, sob a influência do arquiteto Palladio (palladianismo), e estendeu-se para o resto dos países europeus, chegando ao apogeu em 1830. Inspirado nas formas greco-romanas, renunciou às formas do barroco (que não tinha tido grande repercussão na França e na Inglaterra) revivendo os princípios estéticos da antiguidade clássica.

    Neoclassicismo
     EXEMPLO DE EDIFÍCIO NEOCLÁSSICO (Palácio de Exposições de Munique).


    Entre as mudanças filosóficas, ocorridas com o iluminismo, e as sociais, com a revolução francesa, a arte deveria tornar-se eco dos novos ideais da época: subjetivismo, liberalismo, ateísmo e democracia. No entanto, eram tantas as mudanças que elas ainda não haviam sido suficientemente assimiladas pelos homens da época a ponto de gerar um novo estilo artístico que representasse esses valores. O melhor seria recorrer ao que estivesse mais à mão: a equilibrada e democrática antiguidade clássica. E foi assim que, com a ajuda da arqueologia (Pompéia tinha sido descoberta em 1748), arquitetos, pintores e escultores logo encontraram um modelo a seguir.


    Mais do que um ressurgimento de estética antiga, o Neoclassicismo relaciona fatos do passado aos acontecimentos da época. Os artistas neoclássicos tentaram substituir a sensualidade e trivialidade do Rococó por um estilo lógico, de tom solene e austero. Quando os movimentos revolucionários estabeleceram repúblicas na França e América do Norte, os novos governos adotaram o neoclassicismo como estilo oficial por relacionarem a democracia com a antiga Grécia e República Romana.


    ARQUITETURA

    Surgiram os primeiros edifícios em forma de templos gregos, as estátuas alegóricas e as pinturas de temas históricos. As encomendas já não vinham do clero e da nobreza, mas da alta burguesia, mecenas incondicionais da nova estética. A imagem das cidades mudou completamente. Derrubaram-se edifícios e largas avenidas foram traçadas de acordo com as formas monumentais da arquitetura renovada, ainda existentes nas mais importantes capitais da Europa.
    Igreja de Madeleine - Paris


    A Igreja de Madeleine, de Vignon, é uma amostra inconstestável do retorno da arquitetura clássica que se verificou durante a época napoleônica. São edifícios grandiosos de estética totalmente racionalista: pórticos de colunas colossais com frontispícios triangulares, pilastras despojadas de capitéis e uma decoração apenas insinuada em guirlandas ou rosetas e frisos de meandros.

    National Gallery, Londres

    Surgido para dar sustentação à revolução francesa e depois ao império, o neoclassicismo, no entanto, se apóia principalmente nos países da aliança contra Napoleão, como a Alemanha e a Inglaterra. Durante este período, as cidades foram invadidas por edificações colossais, como o célebre Arco do Triunfo, em Paris, construído em homenagem às vitórias de Napoleão. Nele evitou-se ao máximo recorrer aos ornamentos romanos, como as colunas clássicas.

    Arco do Triunfo, Paris


    PINTURA

    A pintura do neoclassicismo começa a se desenvolver principalmente na França, com fortes influências nas artes clássicas gregas e em pinturas da renascença italiana. 
    As principais características da pintura neoclássica são uma grande exaltação nos contornos, eles valorizam também uma imagem formalizada, ou seja, tudo centralizado na obra, além da disposição bem ordenada de cores.

    Os pintores do movimento que se destacam são
    Jean Auguste Dominique Ingres e Jacques ­Louis David.

     Ingres preferia os retratos e os nus às cenas mitológicas e históricas. Os retratos que mais se destacam são Napoleone Bonaparte primo console e Madamoiselle Riviere.

    Archivo:Jean Auguste Dominique Ingres 016.jpg


     Em Madamoiselle ele apresenta fortes influências renascentistas (Monalisa), um primeiro plano com grande destaque e um gênero da imagem retratando uma moça da alta sociedade (roupas/arminho), roupas baseadas nas deusas gregas.



    David é considerado o maior artista da pintura neoclassica e o da Revolução Francesa, que depois se tornaria pintor oficial do império de Napoleão. David pintava retratos de Napoleão, fatos históricos ocorridos durante o império e personagens da antiguidade.
     As obras que mais se destacam são O juramento dos Horácios e O Rapto das Sabinas.

     Em O juramento dos Horácios ele mostra o uso da cor como elemento simbólico (o vermelho, elemento central), linhas retas nos homens e nas mulheres tudo em curva. 



    Em O Rapto das Sabinas ele mostra um épico (guerra), de um livro, na obra a imagem vai ser totalmente reconstruída pela imaginação, apesar da cena haver vários personagens todos em cantos diferentes, esta tudo muito bem organizado.




    ESCULTURA

    Na escultura o movimento buscava inspiração no passado. A estatuária grega foi o modelo favorito pela harmonia das proporções, regularidade das formas e serenidade da expressão. Apesar disso, não atingiram a amplitude nem o espírito da escultura grega. Também foi menos ousada que a pintura e arquitetura de seu tempo. Entre os principais escultores destaca-se o italiano Antonio Canova (1757-1822), que retrata personagens contemporâneos como divindades mitológicas como Pauline Bonaparte Borghese como Vênus.


    As tres graças - Canova


    canova_nu2.jpg
    Nu - Canova


    Vênus - Canova



    MÚSICA


    O período normalmente designado como neoclássico é, em música, reconhecido como classicismo, ou período clássico. Grosso modo, a segunda metade do século XVIII, período marcado pela simplificação das estruturas Barrocas, tornando a música mais simples através da mudança de um estilo contrapontístico para outro homofônico.
     São considerados o auge deste estilo os compositores Mozart e Haydn, pelo modo como sintetizaram os trabalhos de seus antecessores, dando forma definida à Sonata, à música de câmara, ao concerto e à SinfoniaBeethoven é considerado o compositor responsável pela transição do estilo clássico para o romântico.
    A denominação "Neoclássica" em música geralmente se refere a um movimento musical um tanto difuso, ocorrido aproximadamente entre 1920 e 1950. A principal figura deste movimento foi Stravinski, que após um período identificado como primitivismo, ou "fase russa", passou a evocar a estética do século XVIII. Isso ocorreu principalmente a partir de seu balé Pulcinella (1920). Outros compositores podem ser reputados como neo-clássicos no século XX, em geral uma característica atribuída àqueles que não buscaram uma estética atonal ou o exacerbado uso da dissonância e do ruído, mas continuaram compondo segundo os parâmetros tonais dos séculos anteriores, de alguma forma renovados.




    TEATRO

    No teatro neoclássico a racionalidade predomina, revalorizam-se o texto e a linguagem poética. A tragédia mantém o padrão solene da Antiguidade. Entre os principais autores está Voltaire. A comédia revitaliza-se com o francês Pierre Marivaux (1688-1763), autor de O Jogo do Amor e do Acaso. Os italianos Carlo Goldoni (1707-1793), de A Viúva Astuciosa, e Carlo Gozzi (1720-1806), de O Amor de Três Laranjas, estão entre os principais dramaturgos do gênero. Outro importante autor de comédias é o francês Caron de Beaumarchais (1732-1799), de O Barbeiro de Sevilha e de As Bodas de Fígaro, retratos da decadência do Antigo Regime e uma inspiração para as óperas deMozart (1756-1791) e Rossini (1792-1868).
    Numa linha que prenuncia o romantismo, trabalha o dramaturgo e filósofo francês Denis Diderot (1713-1784), um dos organizadores da Enciclopédia. Entre suas peças se destaca O Filho Natural. O italiano Metastasio (1698-1782) aproxima o teatro da música, como no melodrama .


    O barbeiro de sevilha - encenação





    DANÇA

    As Danças Neoclássicas que são conhecidas como "clássicas",  constituem uma das modalidades das Danças de Salão e incluem cinco diferentes tipos de dança: a Valsa Vienense, a Valsa Inglesa, o Slow Foxtrot, o Quick Step e o Tango.
    Modalidades de Dança de Salão:

    . Latinas: Samba, Cha cha cha, Rumba, Paso-Doble e Jive.

    . Clássicas: Valsa Vienense, Valsa Inglesa, Slow Fox, Quickstep e Tango.

    . Sociais: Salsa, Merengue.

    As Danças Clássicas tiveram diferentes origens, e cada uma teve uma história diferente que lhe foi dando as características que elas têm na actualidade.
    A Valsa Vienense é uma dança com origem em danças camponesas tradicionais austríacas. Foi introduzida em Paris, em 1775, denominada como Valsa Vienense. Inventada pela nobreza, como diversão para as ocasiões festivas.
    A palavra tem origem no alemão Walzen, que significa girar ou deslizar.

    A Valsa Inglesa teve as mesmas origens que a Valsa Vienense e já era dançada nas cortes europeias em meados do século XVIII. Constitui uma variação mais lenta da Valsa Vienense. A Valsa Inglesa apenas ganhou importância após a primeira Guerra Mundial, em Boston.



    À semelhança do Quickstep, também o Slow Foxtrot vai buscar a sua raiz ao Foxtrot.

    Harry Fox, introduzindo um passo diferente (tipo trote de cavalo) ao som de ragtime, acaba por ser o responsável pelo baptismo do Foxtrot. No entanto a forma definitiva do Foxtrot acabou por ser desenvolvida pelo par de dançarinos G.K.Anderson e a sua esposa Josephine Bradley.

    Em 1922, os passos tipo trote foram substituídos por outros que exigiam menos vigor. Em 1927, o passo foi denominado Slow Fox devido aos seus movimentos mais suaves. Desde então, a dança foi desenvolvida a partir de duas formas: o Quickstep (o passo rápido) e o Slow Fox (passo lento).


    Na origem do Tango, como o conhecemos hoje, está a Milonga. Dançada nos cabarés dos cais de Buenos Aires, na Argentina, esta dança sofreu alterações até ser aceite como dança de salão na Europa, principalmente pelo cariz erótico que apresentava. A forma como era dançado e os seus passos foram suavizados de forma a se adequar aos salões europeus. É dançado de uma forma ligeiramente diferente das outras danças clássicas no que diz respeito à postura.





     

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