19 de novembro de 2009

CORES E FORMAS

Postado por célia ferrer às 16:13:00
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O ABSTRACIONISMO
VERDE E AMARELO



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Lygia Clark sugere uma nova fruição da arte nas obras Planos em superfície modulada e Bicho

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O abstracionismo no Brasil surgiu praticamente como um dos movimentos mais importantes do século passado: a Semana de Arte Moderna

Paris diz, Brasil ouve. Paris fala, Brasil repete´. A expressão do crítico de arte e poeta, Ferreira Gullar, ao se referir à internacionalização da arte, no livro ´Cultura Posta em Questão´, reflete o caminho seguido pelo Brasil na construção das ditas vanguardas que sacudiram os pilares da arte européia, na primeira metade do século XX. É fato que os respingos demoraram a aportar na ´terra brasilis´, mas chegaram, e foram engolidos de maneira antropofágica, como bem definiu Oswald de Andrade, um dos representantes da primeira fase do modernismo brasileiro.



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MANABU MABE



Assim como aconteceu na Europa, a arte abstrata brasileira veio no rastro do movimento moderno, cujo marco foi a Semana de Arte Moderna de 1922, marcando no País, a ruptura com as formas tradicionais de fazer arte. O abstracionismo consolida-se no País, na década de 1950, como uma afirmação do modernismo verde-amarelo. Naquele instante, não se tratava mais de um movimento de contestação pura e simplesmente contra a estética acadêmica, como acontecera, no primeiro momento, em 1922.


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TOMIE OTAKE



O marco do abstracionismo no Brasil foi a Exposição Nacional de Arte Abstrata, realizada em fevereiro de 1953, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A mostra, que chocou o público, reuniu artistas das mais diversas tendências da arte abstrata ou não figurativa no País.


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ANTONIO BANDEIRA



Ou seja, juntou numa mesma exposição artistas ligados à tendência do abstracionismo geométrico, evidenciado por meio do movimento concreto, de São Paulo. Assim como os do grupo Ruptura, e os artistas cariocas do grupo Frente, mais ligados ao abstracionismo lírico ou gestual.



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A história do abstracionismo no Brasil passa por diferentes visões e também pela formação de grupos. No entanto, o que se observa é que o individual acabou prevalecendo sobre o grupo que terrminavam se desfazendo. As divergências entre os dois grupos ficaram evidenciadas na Exposição de Arte Concreta em São Paulo, realizada em 1956, e, a do Rio, em 1957.



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LUIZ SACILOTTO




Sem entrar no mérito da dissidência entre os grupos, é possível citar alguns artistas que se destacaram no período: Manabu Mabe, Tomie Othake e Cícero Dias representantes do abstracionismo lírico. Entre os artistas do grupo Ruptura, mais ligados à forma geométrica estão: Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Lothar Charoux. No grupo Frente carioca estavam: Ivan Serpa, Lygia Clark, Hélio Oiticica e Franz Weissmann.



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WALDEMAR CORDEIRO



No entanto, é preciso lembrar que nem todos os artistas do período tiveram ligações com algum grupo, como por exemplo, Alfredo Volpi, Milton Dacosta, Cássio Michalany além de Sérgio Camargo.


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HELIO OITICICA



Vale ressaltar que o pintor cearense Antonio Bandeira (1922-1967), cuja obra cruzou fronteiras indo parar em Paris, depois de ter passado pelo Rio de Janeiro, em 1946, nunca se enquadrou em nenhum grupo de arte abstrata. No entanto, foi um dos mais importantes representantes do abstracionismo lírico, ao lado de nomes como o pintor suíço, Paul Klee.



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ALFREDO VOLPI




O artista, cujas primeiras exposições no Brasil aconteceram em 1940, não pendeu para nenhuma das tendências dos grupos brasileiros. Nem aos concretistas paulistas, nem tampouco aos neoconcretistas cariocas. Preferiu imprimir uma marca ímpar a sua pintura, mostrando que o seu compromisso era com a arte, fugindo de rótulos.








APROFUNDANDO SEU CONHECIMENTO


Procure no google, imagens das obras de Iberê Camargo e Alfredo Volpi. Escolha duas que você mais gostou e tente descrevê-las minuciosamente. Não esqueça nenhum detalhe, viu?




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