8 de outubro de 2009

CARNAVAL/PE 2

Postado por célia ferrer às 08:44:00
CAIPORAS

Antigos agricultores de Pesqueira contam que "tochas" apareciam em cima de árvores, amedrontando as pessoas e prejudicando às caçadas noturnas. Esse fogo era chamado de Caiporas, seres noturnos que pregavam peças em caçadores e cães. Para "acalmar" os Caiporas, os homens colocavam fumo e cachaça nos troncos das árvores. Daí surgiu em Pesqueira o termo "Os Caiporas", que em 1962, passou a ser bloco carnavalesco. João Justino, o Gillete, 60 anos, fundou a agremiação e criou, juntamente com outros moradores do centro da cidade, a fantasia dos caiporas: homens e crianças que saem às ruas vestidos de terno e gravata com enormes sacos de estopa na cabeça, simbolizando a lenda. O bloco carnavalesco sempre desfila à noite pelas ruas animando os três dias do Carnaval local.








FREVO

A palavra frevo

A palavra Frevo nasceu da linguagem simples do povo e vem de "ferver", que as pessoas pronunciavam "frever". Significava fervura, efervescência, agitação. Frevo é uma música genuinamente pernambucana do fim do seeculo XIX - acredita-se que sua origem vem das bandas de música, dobrados e polcas. Segundo alguns é a única composição popular no mundo onde a música nasce com a orquestração. Os passos da dança simbolizam uma mistura de danças de salão da Europa, incluindo passos de ballet e dos cossacos. A dança originou-se dos antigos desfiles quando era preciso que alguns capoeiristas fossem à frente, para defender os músicos das multidões, dançando ao rítmo dos dobrados. Assim nascia o Passo. Os dobrados das bandas geraram o Frevo, que foi assim chamado pela primeira vez em 12/02/1908, no Jornal Pequeno.




Pode-se dizer que o frevo é uma criação de compositores de música ligeira, especialmente para o Carnaval. No decorrer do tempo a música ganhou um gingado inconfundível de passos soltos e acrobáticos. A década de trinta foi um marco para dividir o ritmo em Frevo-de-Rua, Frevo-Canção e Frevo-de-Bloco



Nos anos 30, com a popularização do ritmo pelas gravações em disco e sua transmissão pelos programas do rádio, convencionou-se dividir o frevo em FREVO-DE-RUA (quando puramente instrumental), FREVO-CANÇÃO, (este derivado da ária, tem uma introdução orquestral e andamento melódico, típico dos frevos de rua) e o FREVO-DE-BLOCO. Este último, executado por orquestra de madeiras e cordas (pau e cordas, como são popularmente conhecidas), é chamado pelos compositores mais tradicionais de marcha-de-bloco (Edgard Moraes, falecido em 1974), sendo característica dos"Blocos Carnavalescos Mistos" do Recife.












Eitaaaaa!!! ó "nós" aí em baixo, fazendo o estandarte do juquinha, gente!!!!!!

Foi uma correria danada!!!!!
Mas, terminamos a tempo de frevar no carnaval do INTEGRAL!!




O grupo da pantomima esbanjou simpatia nesse carnaval!!!!






Todos prontos...
só esperando a hora...



As orientadoras do projeto "Açoes interdiciplinares para o desenvolvimento sustentável" frevando no Recife antigo




Ó o Bloco do Juquinha aí gente!!!!



CABOCLINHOS

Uma das mais belas manifestações do carnaval pernambucano está na evolução das tribos de caboclinhos que passam, quase que em disparada pelas ruas do centro e subúrbio ao som de um pequeno conjunto e na marcação das preacas a produzir um estalido característico na percussão da seta contra o arco, com seus estandartes esvoaçantes e a beleza de suas fantasias.


Se no maracatu está toda a herança das nações de negros, no caboclinho vamos encontrar a presença do índio que, como primitivo dono da terra, mantém durante o carnaval as suas danças e lendas que contam a glória dos seus antepassados.




Caboclinhos, ou como na fala popular "cabocolinhos", é uma espécie de grupos de homens e mulheres, trajando vistosos cocares de penas de avestruz e pavão, com saias também de penas, trazendo adereços nos braços, tornozelos e colares, (também em penas), que desfilam em duas filas fazendo evoluções das mais ricas ao som dos estalidos secos das preacas, abaixando-se e levantando-se com agilidade, como se tivessem molas nas pernas, ao mesmo tempo que rodopiam apoiando-se nas pontas dos pés e calcanhares.



O Caboclinho é com certeza uma das presenças mais originais do carnaval do Recife, sendo o grupo formado pelo: cacique, mãe-da-tribo, pajé, matruá, capitão, tenente, porta-estandarte, perós (meninos e meninas), caboclos-de-baque, cordão de caboclos e cordão de caboclas, os músicos geralmente são em número de quatro. O conjunto é formado pela inúbia (um pequeno flautim de taquara), caracaxás ou mineiros, tarol e surdo. A beleza plástica das jovens índias, a forte coreografia dos caboclos e a variedade de cores do conjunto, dão um toque de destaque ao grupo.










CARETAS

Os caretas são figuras satíricas que transformam o carnaval de Triunfo em um dos mais irreverentes do Estado. Segundo alguns estudiosos, a origem da festividade não faz parte do período carnavalesco, mas do Natal, quando dois Mateus de um reisado se embriagaram durante a apresentação e foram proibidos de participar da manifestação. Inconformados, eles vagaram fantasiados pelo município, fazendo barulho com um chocalho e inaugurando a brincadeira.



Comparados aos papangus de Bezerros, eles também se fantasiam da cabeça aos pés, com máscaras feitas de papel, grude e amido de mandioca, chapéu de palha, o relho ou chicote, e a tabuleta, placa em que são escritas frases satíricas como as típicas de pára-choques de caminhão. Todo ano, os melhores caretas são premiados, por isso, as fantasias tentam se tornar mais criativas e caprichosas.







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